Quais benefícios a natureza traz para a sociedade em 7 pontos

O que são serviços ecossistêmicos? Como eles influenciam a oferta de água e de alimentos? Qual o impacto de florestas e áreas verdes para o bem-estar humano? Veja como pesquisas respondem a essas questões

Embora nem sempre percebidos ou valorizados, os benefícios originados de processos que ocorrem na natureza estão constantemente sendo usados pela sociedade. Esses benefícios estão presentes no nosso dia a dia na forma da água que usamos para beber ou regar plantações, nos alimentos que consumimos, no prazer que sentimos ao caminhar em um parque urbano, nas regulações de zoonoses (as doenças que se originam em outros animais), no ar limpo que respiramos, entre tantos outros.

Apesar de esses benefícios serem essenciais ao bem-estar humano, pesquisas mostram que sua quantidade e qualidade estão globalmente diminuindo devido a mudanças no uso da terra, como o desmatamento. Entender o que são esses benefícios e em que condições a sociedade tem mais ganhos com a natureza é essencial para promover um uso sustentável dos recursos naturais.

Nas nossas pesquisas científicas, exploramos a influência de florestas e áreas verdes na provisão dos benefícios da natureza e, a partir dos nossos resultados, propomos formas mais efetivas e sustentáveis de uso destes benefícios, respeitando os limites dos recursos naturais. Esperamos que essas pesquisas reforcem a importância de se valorizá-los e manejá-los de modo a assegurar sua oferta ao longo do tempo.

1. O que é um benefício da natureza?

Os benefícios que a sociedade recebe da natureza, também chamados de serviços ecossistêmicos, são bens ou serviços providos pelos ecossistemas por meio de funções e processos ecológicos. Esses benefícios podem ser o resultado dessas funções e processos — como o alimento que consumimos — ou podem ser as próprias funções e processos em si, caso eles resultem em benefícios diretos às pessoas — como a ciclagem de nutrientes no solo, que aumenta a produção de alimentos.

Segundo a IPBES (Plataforma Intergovernamental da Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos), os serviços ecossistêmicos podem ser separados em três grandes grupos:

i. serviços de provisão: aqueles relacionados à produção de matéria ou energia dos ecossistemas, como a provisão de água;

ii. serviços de regulação: aqueles que agem como reguladores dos ecossistemas, como a regulação da qualidade do ar; e

iii. serviços culturais: serviços não materiais que a sociedade obtém por meio da relação com os ecossistemas, como atividades de lazer em paisagens naturais.

Para cada um desses serviços ecossistêmicos, a natureza age como suporte e base para a provisão. Assim, baseando-se em princípios econômicos de custo de produção, a natureza, em relação aos bens que ela produz à sociedade, pode, portanto, ser considerada um capital natural.

Os conceitos de serviços ecossistêmicos e capital natural auxiliam o diálogo entre esferas da sociedade como a economia e ecologia. Um exemplo recente desse diálogo são as chamadas soluções baseadas na natureza, que são ações que se baseiam ou simulam serviços ecossistêmicos na busca de soluções mais econômicas e efetivas para nossos problemas socioambientais. Uma forma usada para valorar os benefícios da natureza é atribuir um valor monetário para esses serviços. Embora traduzir os benefícios que a sociedade recebe da natureza em valor monetário não seja uma tarefa simples ou perfeita, essa tradução permite dimensionar, em uma mesma unidade ou moeda de troca dos demais interesses econômicos sociais, a importância dos serviços ecossistêmicos para a humanidade.

Estima-se que globalmente os benefícios da natureza valham em torno de US$ 125 a US$ 145 trilhões por ano, podendo aumentar em até US$ 30 trilhões ao ano no futuro, de acordo com diferentes cenários globais de uso e manejo da terra. Só no Brasil, pesquisas estimam que os benefícios que a natureza traz para a sociedade valham em torno de US$ 6,7 bilhões ao ano. A depender do cenário de uso e manejo da terra, estima-se que o país pode chegar a perder até 45% da provisão desses benefícios até 2050 devido à redução de florestas tropicais. Assim, conservar e garantir a manutenção das florestas tropicais do país é fundamental para assegurar a provisão de uma ampla gama de serviços ecossistêmicos essenciais a brasileiros e brasileiras.

2. Como florestas e áreas verdes influenciam a oferta de benefícios da natureza?

Áreas de vegetação nativa podem beneficiar a sociedade atuando como fonte de múltiplos serviços ecossistêmicos. Florestas nativas, como a Mata Atlântica, oferecem serviços como a polinização de cultivos agrícolas, a provisão de água, o sequestro e estoque de carbono, a regulação de doenças, entre tantos outros benefícios essenciais à sociedade.

O aumento de Mata Atlântica pode levar a uma redução de até 89% na abundância do roedor Oligoryzomys nigripes, um dos principais reservatórios de hantavirose e responsáveis pela transmissão da doença, segundo pesquisas. Florestas nativas são também responsáveis pela regulação da qualidade da água, contribuem para o controle de erosão de encostas e margens de rios e para a regulação do escoamento excessivo de sedimentos em corpos hídricos. Elas são também essenciais para a quantidade de água que é produzida, agindo na regulação dos ciclos hídricos e promovendo precipitações locais e regionais. Áreas de floresta nativa são, portanto, fundamentais para evitar ou reduzir os efeitos negativos de catástrofes ambientais como a crise hídrica de São Paulo em 2014, que deixou 8,8 milhões de pessoas na Grande São Paulo vulneráveis à escassez de água.

Similares a florestas, áreas verdes dentro de cidades também podem servir como fonte de múltiplos serviços ecossistêmicos. Elas aproximam da natureza uma fatia da sociedade que comumente está distante e desconectada dos ambientes naturais e oferecem diversos benefícios à população urbana. Pesquisas mostram que essas áreas estão associadas, por exemplo, a valores estéticos apreciados pela contemplação da natureza, à melhora na qualidade do ar e a atividades recreativas, como a prática de esportes e observação de aves. Além das áreas verdes, árvores urbanas são capazes de prover serviços ecossistêmicos. Elas sequestram carbono, reduzem as temperaturas do ar e do solo, limpam o ar, contribuem para a regulação do escoamento de chuvas e evitam escorregamentos que poderiam ter efeitos catastróficos. O valor econômico de árvores em grandes cidades pode chegar a US$ 505 milhões ao ano, sendo que a maior parte desse valor está associada a benefícios no controle e na redução de poluentes, como o monóxido de carbono.

3. Como a produção de alimentos se beneficia de serviços ecossistêmicos de regulação?

Serviços de regulação são benefícios providos pelos ecossistemas que agem como reguladores ecológicos. Eles incluem a regulação microclimática de cidades, a regulação da qualidade do solo, o controle de doenças e pragas e a polinização. A produção de alimentos é um dos setores da sociedade que se beneficiam de muitos desses serviços.

O serviço de polinização é responsável sozinho por 75% dos cultivos no mundo, enquanto que, a depender do cultivo, estima-se que em torno de 30 a 80% da produção agrícola mundial seja perdida devido a danos causados por pragas não controladas, segundo pesquisas. A produção de café, uma das cinco principais commodities produzidas e exportadas pelo Brasil, pode ter a produtividade acrescida em até 28% devido à presença de polinizadores, enquanto as formigas podem reduzir em torno de 40% os danos causados pela broca-do-café, um tipo de praga agrícola.

A oferta de muitos desses benefícios está associada à presença de florestas ou de outras vegetações nativas próximas aos cultivos. Pesquisas mostram que o aumento da quantidade de florestas nas áreas de plantio está associado ao aumento da produtividade agrícola. Isso ocorre devido ao efeito positivo das florestas sobre a riqueza e a abundância de polinizadores e controladores de pragas.

Além disso, estudos sugerem que, além de serem necessários pelo menos 30% de florestas no entorno dos cultivos para manter a diversidade de espécies, é importante que as áreas cultiváveis estejam próximas aos fragmentos florestais. A proximidade dos plantios com as manchas de floresta favorece o movimento de espécies que saem dos fragmentos e adentram os cultivos. Áreas agrícolas e de pastagem costumam oferecer resistência aos movimentos de espécies florestais, pois, por serem mais abertas, deixam os animais mais expostos aos predadores.

Características estruturais do cultivo podem também ser determinantes para o tipo de contribuição das espécies para a produção alimentar. Áreas agrícolas mais similares às áreas de vegetação nativa costumam facilitar o movimento de animais e, como consequência, o serviço que eles prestam. Sabe-se, por exemplo, que cultivos de café são mais amigáveis a espécies de aves do que pastagens — por causa disso, os pássaros contribuem mais para o controle de pragas nesses cultivos do que em áreas de pasto. Assim, quanto mais próximos e amigáveis forem os cultivos do entorno das florestas, maior será a contribuição de polinizadores e controladores de pragas nesses lugares, bem como maiores serão as extensões de cultivos que serão beneficiadas por esses serviços.

4. O que são serviços ecossistêmicos de provisão?

Serviços de provisão são os benefícios resultantes da produção de matéria e energia dos ecossistemas. Esses serviços incluem aspectos fundamentais à vida humana, como a produção de alimentos e o fornecimento de água doce, combustíveis e recursos medicinais.

Para que alguns desses benefícios cheguem à sociedade, sua provisão depende tanto da natureza quanto do manejo antrópico dos ecossistemas e recursos naturais. Por exemplo, o serviço de produção de alimentos depende tanto do manejo dos ambientes naturais (como a agricultura) quanto dos processos ecológicos (como a formação de solos). Esse é também o caso da produção de combustíveis fósseis, que depende do processamento industrial dos recursos naturais (como o refinamento de combustíveis) e dos processos ecológicos que produzem esse recurso (como o processo de decomposição lenta dos organismos).

5. Como serviços ecossistêmicos culturais afetam a saúde física e mental das pessoas em cidades?

Cerca de 55% da população mundial já vive em centros urbanos, e estima-se que, até 2050, 68% das pessoas passarão a viver em cidades — um acréscimo de 2,5 bilhões de pessoas. Só no Brasil, estima-se que quase 87% da população encontra-se em cidades, sendo que cerca de 57% concentram-se em apenas 6% dos municípios do país.

O aumento populacional nas cidades gera pressões sobre as áreas verdes urbanas, levando a uma redução na quantidade de espaços verdes em cidades. Entretanto, essas áreas são importantes para provisão de uma gama de serviços ecossistêmicos e estão especialmente associadas à provisão de serviços culturais — aqueles que incluem benefícios não materiais da natureza.

Áreas verdes urbanas, como parques e praças, são capazes de promover diversos benefícios à saúde física e mental. Estudos mostram, por exemplo, que pessoas que passam pelo menos duas horas por semana em espaços verdes nas cidades estão mais propensas a reportar boa saúde física e mental em relação àquelas que não o fazem. De modo similar, o uso de áreas verdes urbanas está associado à redução nos níveis de cortisol, um dos principais indicadores biológicos de estresse.

Apesar do aumento no número de pesquisas mostrando os efeitos positivos da presença e uso de áreas verdes em cidades, os mecanismos pelos quais os benefícios ocorrem ainda precisam ser mais investigados. Estudos sugerem que eles venham principalmente de mecanismos comportamentais e fisiológicos. As pesquisas mostram, por exemplo, que áreas verdes urbanas estão fortemente associadas à prática de atividades físicas — o que, por sua vez, reduz os níveis de estresse e melhora a saúde cardiorrespiratória e mental dos praticantes. Outros estudos apontam que essas áreas são comumente utilizadas para socialização, o que também está associado a um aumento na saúde mental via redução no estresse e melhora no humor e bem-estar. Assim, independentemente da via, e diante dos desafios que morar em cidades traz à saúde física e mental dos seus residentes, pesquisas reforçam o imenso potencial de áreas verdes na melhora da qualidade de vida da população urbana.

6. Como os serviços ecossistêmicos dependem do capital natural?

A natureza pode ser considerada um enorme capital natural que dá suporte e serve como base para a produção dos serviços dos ecossistemas. Esse suporte se constitui, em sua maioria, de processos ecológicos e ecossistêmicos fundamentais para a existência e a manutenção das espécies.

Exemplos desses tipos de processos são a fotossíntese, processo ecológico essencial para maioria da vida vegetal e que sequestra o gás carbônico do ar e libera oxigênio; a formação do solo, processo essencial para produção de alimentos; e a provisão de habitat, recurso e estrutura que oferece a maioria dos meios necessários para existência e manutenção das espécies.

O mesmo capital natural pode servir de fonte ou reserva para mais de um serviço ecossistêmico. Esse é o caso, por exemplo, das áreas de habitat nativo, como as florestas e rios naturais. Eles fornecem abrigo, alimento e estrutura necessária para a manutenção da biodiversidade e são essenciais para que haja a provisão de diversos serviços ecossistêmicos culturais, de provisão e de regulação.

A gestão desses bens ou ativos naturais envolve a manutenção dos chamados estoques de recursos naturais de interesse humano. Assim, o manejo dos ecossistemas e dos recursos naturais deve considerar e garantir o uso sustentável dos benefícios da natureza, assegurando, portanto, a provisão atual e futura desses serviços.

7. Como podemos manejar ecossistemas e recursos naturais para otimizar e garantir a oferta de serviços ecossistêmicos?

Similarmente ao que ocorre para a maioria dos benefícios da natureza, o manejo e uso de um serviço ecossistêmico pode influenciar a oferta de outro. Isso ocorre porque, embora os serviços possam ser separados em diferentes benefícios, muitas vezes eles são produzidos pelo mesmo ecossistema. Nesse cenário, os processos e as funções ecológicas associadas à produção de um benefício podem também estar conectadas à produção de outro.

Dois exemplos são a produção de alimentos e a de água. Enquanto a produção de alimentos depende da substituição de áreas de vegetação nativa por áreas cultiváveis, a produção de água depende da presença de áreas vegetadas, que garantem a regulação dos ciclos hídricos, o controle do escoamento de resíduos e a purificação da água. Nesse caso, o manejo da terra para o recebimento de um benefício pode levar à redução na provisão de outro. Assim, para que haja o uso sustentável e otimizado dos serviços ecossistêmicos, o gerenciamento dos benefícios que obtemos da natureza precisa considerar essas conexões.

Como vimos em perguntas anteriores, as áreas de vegetação nativa agem como fonte para a provisão de uma ampla gama de serviços, sendo, portanto, essenciais para assegurar a provisão de benefícios essenciais à sociedade, como água e alimentos. Apesar da sua relevância, apenas cerca de 6% dessas áreas estão protegidas em unidades de conservação de proteção integral no Brasil. Já em torno de 53% de toda vegetação nativa brasileira se encontra, atualmente, dentro de propriedades privadas na forma de APPs (áreas de proteção permanente) — áreas com função de preservar os recursos hídricos, biológicos e geológicos — ou de RLs (reservas legais) — porções de vegetação nativa que proprietários são obrigados a manter dentro de suas propriedades e que oferecem condições mínimas para manutenção da biodiversidade em paisagens agrícolas. Ambas as áreas são capazes de produzir uma gama de serviços ecossistêmicos que podem beneficiar os próprios proprietários, como no caso do controle de pragas e da polinização. Pesquisas estimam que, somente no Brasil, a polinização de cultivos agrícolas é responsável pelo faturamento de pelo menos US$ 5 bilhões por ano.

Embora as APPs e as RLs sirvam para assegurar a manutenção da vegetação nativa dentro de áreas privadas, suas contribuições para a sociedade e para os ecossistemas são complementares e mutuamente insubstituíveis. Áreas de proteção permanente garantem, por exemplo, a manutenção de áreas de vegetação nativa próximas a encostas e margens de rios, assegurando assim o controle da erosão e a qualidade da água. Já as reservas legais podem ser alocadas em qualquer porção da propriedade que não esteja previamente ocupada por uma APP. Isso flexibiliza o manejo espacial das reservas legais e, como consequência, permite otimizar os serviços que elas oferecem. Esse é o caso, por exemplo, do controle de pragas agrícolas e da polinização: a proximidade dos cultivos às vegetações nativas de reservas legais pode intensificar a provisão desses serviços.

Assim, diante da relevância dessas áreas e de suas diferentes contribuições para a provisão de benefícios essenciais à sociedade e na manutenção da biodiversidade, é de extrema importância que o estabelecimento e a manutenção adequada das APPs e das reservas legais sejam assegurados pela legislação ambiental.

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