Parceiro

Brazil LAB do Princeton Institute for International and Regional Studies

Sobre o Brazil LAB-Princeton

Brazil LAB (Luso-Afro Brazilian Studies) é uma iniciativa interdisciplinar da Universidade de Princeton que considera o Brasil um nexo crucial para entendermos as questões mais prementes da atualidade. Sediado no PIIRS (Instituto de Estudos Internacionais e Regionais de Princeton) nos Estados Unidos, o LAB reúne professores(as), pesquisadores(as) e estudantes que trabalham com temas como o “ponto de inflexão” amazônico, o legado da escravidão, a fragilidade democrática e as formas emergentes de mobilização social e expressão cultural.

O modus operandi do Brazil LAB é iterativo, e nossos estudos são marcados pela crítica às hegemonias e pelo cruzamento de múltiplas tradições intelectuais, com atenção especial a perspectivas historicamente marginalizadas na academia. O LAB é composto por um grupo de 62 professores(as) e pesquisadores(as) de 25 departamentos de Princeton (das ciências sociais às naturais, da engenharia às artes e humanidades), que interagem com dezenas de pesquisadores(as) em instituições acadêmicas de excelência e em entidades de pesquisa sem fins lucrativos no Brasil.

O Brazil LAB se organiza em torno de três eixos temáticos: meio ambiente, economia política e artes e humanidades. Nossas atividades se estruturam por meio de quatro núcleos de pesquisa e engajamento social: Salvaguardando a Amazônia, Desigualdades, Racialização e Fronteiras, e Descolonizando as Artes.

Os núcleos trabalham de forma multimodal, combinando análise histórica e etnográfica, big data e estratégias visuais. A colaboração com artistas e profissionais de comunicação é fundamental para a disseminação das pesquisas em curso, alcançando públicos mais amplos e diversos. Cada núcleo tem sua própria plataforma científica virtual, visando a impactar criativamente a produção de saberes e informar políticas públicas alternativas.

A parceria do Brazil LAB com o Nexo Políticas Públicas cristaliza nosso compromisso com a divulgação das pesquisas dos nossos hubs e do conhecimento de ponta produzido na Universidade de Princeton.

https://brazillab.princeton.edu/

contato: brazillab@princeton.edu

PESQUISADORES

João Biehl é professor titular da Cátedra Susan Dod Brown no Departamento de Antropologia da Universidade de Princeton e professor associado na Princeton School of Public and International Affairs. É diretor do Brazil LAB do Princeton Institute for International and Regional Studies e membro do conselho consultivo do IEPS (Instituto de Estudos para Políticas de Saúde). Tem PhD em antropologia pela University of California, Berkeley, e em estudos da religião pelo Graduate Theological Union de Berkeley. Estuda antropologia médica e saúde global e é autor dos livros premiados “Vita: Life in a Zone of Social Abandonment” e “Will to Live: AIDS Therapies and the Politics of Survival”.

Thomas Fujiwara é professor no Departamento de Economia da Universidade de Princeton e diretor associado do Brazil LAB do Princeton Institute for International and Regional Studies. É doutor em economia pela Universidade de British Columbia. Ele estuda questões relacionadas à economia política, desenvolvimento, e gênero. Autor de artigos publicados em diversas revistas acadêmicas de economia e ciência política.

Mauricio Acuña é doutorando em literatura e cultura pela Universidade de Princeton, onde participa do Brazil LAB. Mestre e doutor em antropologia pela USP (Universidade de São Paulo), é também praticante de capoeira angola. Seus estudos estão focados em questões raciais, diásporas africanas e estudos da performance. É autor do livro “A ginga da nação: intelectuais na capoeira e capoeiristas intelectuais” e coorganizador da obra “Marcadores sociais das diferenças: fluxos, trânsitos e intersecções”. Atualmente investiga o Primeiro Festival Mundial de Artes Negras.

Joseph J. Amon é professor do Departamento de Saúde Comunitária e Preventiva da Universidade de Drexel e diretor do Office of Global Health. Tem PhD em epidemiologia molecular pela Uniformed Services University of the Health Sciences e mestrado pela Tulane University School of Public Health & Tropical Medicine. Trabalhou no US Centers for Disease Control and Prevention, Helen Keller International, Walter Reed Army Institute of Research e, mais recentemente, na Human Rights Watch, onde criou o Programa de Saúde e Direitos Humanos. Estuda doenças infecciosas e políticas de saúde e é editor associado do Health and Human Rights Journal.

Miguel Aparicio é doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional, UFRJ, professor de antropologia no Instituto de Ciências da Sociedade da Universidade Federal do Oeste do Pará, em Santarém, e pesquisador do Opi/CNPq (Observatório dos Direitos Humanos dos Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato)

Denilson Baniwa, do povo indígena Baniwa, é natural do Rio Negro, interior do Amazonas. É artista visual e atualmente reside no Rio de Janeiro. Participa da iniciativa Poéticas Amazônicas do Brazil LAB. Suas obras expressam vivências indígenas, mesclando referências tradicionais e contemporâneas e se apropriando de ícones ocidentais para comunicar o pensamento e a luta dos povos originários. Trabalha em diversos suportes e linguagens, como canvas, instalações, meios digitais e performances. Seu trabalho foi exibido na 22ª Bienal de Sydney, no Centro Cultural Banco do Brasil, no Museu Afro Brasil e na Manchester University. Teve seu trabalho apoiado, dentre outros, pelo IMS (Instituto Moreira Salles) e pela Open Society Foundations. Foi o vencedor do Prêmio PIPA Online 2019.

Willandia Chaves é professora de dimensões humanas da conservação na Virginia Tech e professora afiliada do Global Change Center e do Center for Emerging, Zoonotic, and Arthropod-borne Pathogens, ambos centros de estudos na Virginia Tech. Possui doutorado em ecologia interdisciplinar pela Universidade da Flórida (EUA), e atualmente pesquisa o comércio legal e ilegal de recursos naturais; as relações entre urbanização e o uso de recursos naturais e conexão com a natureza; as mudanças de comportamento relacionados à conservação da biodiversidade, incluindo marketing social e educação ambiental; e diversidade, equidade e inclusão no acesso e interação com a natureza. A pesquisa sobre o presente artigo foi realizada durante seu pós-doutorado na Princeton School of Public and International Affairs (Princeton University), sob a supervisão do professor David Wilcove, coautor do artigo.

Vinícius Njaim Duarte é pesquisador no Princeton Plasma Physics Laboratory, associado à Universidade de Princeton, onde realiza estudos em fusão termonuclear controlada. Possui graduação e mestrado em física pela Unicamp e doutorado em física pela USP, pelo qual recebeu o Prêmio José Leite Lopes de melhor tese (Sociedade Brasileira de Física).

Juliana Farias é antropóloga e atua como pesquisadora do Núcleo de Justiça Racial e Direito (FGV Direito SP). Possui graduação e mestrado em ciências sociais pela UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), e doutorado em sociologia e antropologia pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). É autora do livro “Governo de mortes” (Papéis Selvagens, 2020) e co-roteirista do documentário “Auto de resistência” (2018).

Carlos Fausto é antropólogo, professor do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), global scholar da Universidade de Princeton e bolsista sênior do CNPq e da Faperj. Realiza pesquisas na Amazônia com povos indígenas desde 1988, atuando também como fotógrafo e documentarista.

Viviane Fernandes é doutora em antropologia e pesquisadora do NuCEC (Núcleo de Pesquisas em Cultura). Atualmente é pós-doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Vinícius de Aguiar Furuie é antropólogo e pesquisa o comércio entre as populações ribeirinhas afetadas pelas mudanças climáticas e por projetos de infraestrutura em grande escala nos rios amazônicos. Graduado em jornalismo pela Universidade de São Paulo, é mestre em estudos culturais pela Universidade de Tóquio e PhD em antropologia pela Universidade de Princeton. Atualmente, realiza pós-doutorado no Center for the Environment da Universidade de Harvard, onde pesquisa a importância das categorias locais de troca moral para o desenho de políticas públicas e o impacto da construção de barragens nas populações urbanas amazônicas.

Arbel Griner é doutora em saúde coletiva pela UERJ e mestre em sociologia com ênfase em antropologia pela UFRJ. É graduada em jornalismo pela PUC-Rio e colecionadora de cursos com ênfases em temas diversos, porque adora estudar. Atualmente em pós-doutoramento no Global Health Program da Universidade de Princeton, investiga o imbricado cruzamento entre a produção de conhecimento (neuro)científico e de biotecnologias e a formação das subjetividades e seus afetos.

Daniel Hirata é sociólogo, professor do Departamento de Sociologia e Metodologia das Ciências Sociais da Universidade Federal Fluminense, do PPGSD-UFF (Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Direito) e do PPGS-UFF (Programa de Pós-Graduação em Sociologia) da mesma universidade. Pesquisador do Núcleo de Pesquisas em Economia e Cultura (PPGAS - Museu Nacional, UFRJ) e filiado ao Brazil LAB (Universidade de Princeton). Coordenador do Geni/UFF (Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos). Autor de “Sobreviver na adversidade: mercados e formas de vida” (2018).

Marina Hirota é professora associada do Departamento de Física da Universidade Federal de Santa Catarina, onde leciona para os cursos de graduação em meteorologia e engenharias, e pós-graduação em ecologia. Possui financiamento científico do Instituto Serrapilheira e é pesquisadora afiliada do Brazil LAB da Universidade de Princeton. Possui formação acadêmica multidisciplinar com doutorado em meteorologia pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) , e mestrado e graduação pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) em engenharia de computação e matemática aplicada, respectivamente. Dedica-se a combinar ferramentas matemáticas e computacionais na compreensão mecanicista da dinâmica e resiliência de sistemas vegetação-clima, especialmente na América do Sul tropical, e dos efeitos de perturbações como mudanças climáticas, incêndios e desmatamento, resultando em potenciais alterações na distribuição atual da vegetação.

Nadir Jeevanjee é pesquisador no Laboratório de Dinâmica Geofísica de Fluidos, parceria da Universidade de Princeton e da NOAA (National Oceanic & Atmospheric Administration). Antes disso, também em Princeton, ocupou posições de pós-doutorado em geociências e no Programa em Ciências Atmosféricas e Oceânicas (AOS). Obteve seu PhD em 2016 na Universidade da Califórnia Berkeley.

Morgan Kelly é gerente de divulgação e comunicações do High Meadows Environmental Institute da Universidade de Princeton.

Gabriela Lotta é professora de administração pública da Fundação Getulio Vargas. Doutora em ciência política pela USP, mestre e graduada em administração pública pela FGV, é coordenadora do NEB (Núcleo de Estudos da Burocracia). É também pesquisadora do Centro de Estudos da Metrópole (USP) e do Brazil LAB da Universidade de Princeton.

Marcelo Medeiros é professor do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade de Brasília e pesquisador-visitante no Brazil LAB do Princeton Institute for International and Regional Studies. Tem estudos nas áreas de desigualdade e mobilidade social, demografia, saúde, educação, uso do tempo, gênero, pobreza, teorias do desenvolvimento, deficiência e proteção social, bem como artigos de divulgação científica, análise e opinião em jornais e revistas.

Isadora Mota é professora do Departamento de História da Universidade de Princeton. Tem PhD em história pela Brown University, mestrado em história pela Unicamp e bacharelado em história pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Antes de Princeton, foi professora da Universidade de Miami. Suas pesquisas se voltam à escravidão no Brasil e no mundo atlântico. Pela University of Pennsylvania Press será publicado seu primeiro livro, “An Afro-Brazilian Atlantic: Slavery and Anglo-American Abolitionism in the Age of Emancipation”.

Miquéias H. Mugge é pesquisador associado no Brazil LAB do Princeton Institute for International and Regional Studies, onde leciona cursos sobre história do Brasil, da África e da Amazônia. É doutor em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Seus estudos se debruçam sobre a história da militarização, da violência e das desigualdades no Brasil, especialmente em regiões de fronteira. É autor de "Prontos a contribuir: guardas nacionais, hierarquias sociais e cidadania" e "Histórias de escravos e senhores em uma região de imigração europeia".

Lucas E. A. Prates é doutorando em antropologia pela Universidade de Princeton e assistente de pesquisa no Brazil LAB do Princeton Institute for International and Regional Studies. É advogado, formado em direito pela UFPR (Universidade Federal do Paraná) e mestre em direitos humanos por Birkbeck, University of London. Trabalhou como assessor jurídico da FIAN Brasil, organização não-governamental que apoia povos e comunidades tradicionais na efetivação de direitos humanos, em especial terra e alimentação. Foi conselheiro do CONSEA (Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional), órgão vinculado à Presidência da República extinto em 2019. Atualmente estuda antropologia jurídica e política e justiça ambiental.

Laurence Ralph é professor de antropologia na Universidade de Princeton e professor afiliado ao Brazil LAB do PIIRS (Princeton Institute for International and Regional Studies). Mestre e doutor em antropologia pela Universidade de Chicago, suas pesquisas e escritos buscam explorar como o abuso policial, o encarceramento em massa e a criminalização do tráfico de drogas naturalizam doenças, deficiências e morte prematura de negros residentes em áreas urbanas, muitas vezes vistos como descartáveis pela sociedade "educada". Antes de Princeton, foi professor na Universidade de Harvard por oito anos.

Gabriela Rondon é pesquisadora e advogada na organização não governamental Anis (Instituto de Bioética) e professora do curso de direito do IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa). Atua na coordenação da clínica jurídica Cravinas (Prática em Direitos Humanos e Direitos Sexuais e Reprodutivos) da UnB (Universidade de Brasília). É doutora em direito pela UnB, com experiência em pesquisas em direito constitucional, mobilização legal e saúde pública.

Marcos R. Rosa é coordenador-técnico do MapBiomas, responsável técnico pelo Atlas dos Remanescentes Florestais da SOS Mata Atlântica/Inpe e responsável técnico - ArcPlan S/C Ltda. Doutor em ciências pela Geografia Física/USP, tem mais de 20 anos de experiência em planejamento, monitoramento e meio ambiente.

Tapio Schneider é professor titular de ciência ambiental e engenharia no Instituto de Tecnologia da Califórnia, além de pesquisador sênior no Jet Propulsion Laboratory, centro de pesquisa e desenvolvimento fundado pela Nasa e gerenciado pela Caltech. Graduado em estudos de matemática e física pela Albert-Ludwigs-Universität Freiburg, na Alemanha, recebeu seu Ph.D em ciências atmosféricas e oceânicas na Universidade de Princeton. Sua pesquisa está focada em compreender como a dinâmica turbulenta da atmosfera, das nuvens aos sistemas meteorológicos de grande escala, moldam o clima da Terra, com o objetivo de estabelecer o conjunto de leis físicas que regem o clima.

Robert Sokolow é professor emérito do Departamento de Engenharia Mecânica e Aeroespacial da Universidade de Princeton. Graduado em física pela Universidade de Harvard em 1959, obteve, também em Harvard, seu Ph.D. em física teórica de altas energias, em 1964. Foi professor assistente de física na Universidade de Yale entre 1966 a 1971, e ingressou no corpo docente da Universidade de Princeton em 1971 com a missão de criar a pesquisa ambiental interdisciplinar.

Adriana Vianna é professora do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional/UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). É graduada em história pela UFF (Universidade Federal Fluminense), mestre e doutora em antropologia social pelo Museu Nacional/UFRJ. Pesquisa e orienta trabalhos sobre relações de gênero, violência, processos de Estado, direitos e moralidades.

Deborah J. Yashar é professora de política e relações internacionais na Princeton School of Public and International Affairs e professora afiliada ao Brazil LAB do PIIRS (Princeton Institute for International and Regional Studies). É editora da revista World Politics, publicada pela editora da Universidade de Cambridge e pelo PIIRS. PhD em ciências políticas pela Universidade da Califórnia, Berkeley, pesquisa regimes políticos, direitos dos cidadãos, movimentos sociais, ética política, formação dos estados, violência e políticas de imigração.

Yi Zhang é graduada em física pela Universidade de Pequim, realizou seu Ph.D em ciências atmosféricas e oceânicas na Universidade de Princeton, onde trabalhou em uma variedade de tópicos, entre eles: dinâmica atmosférica, convecção tropical, precipitação e radiação atmosférica. Em junho de 2021, ao concluir seu Ph.D, ganhou uma bolsa de pós-doutorado do Instituto Miller da Universidade da Califórnia em Berkeley, onde irá se dedicar a pesquisas sobre os problemas relacionados ao calor, especialmente os mecanismos físicos das ondas de calor.

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