Parceiros

Núcleo de Pesquisa e Formação em Raça, Gênero e Justiça Racial

Sobre o Afro-CEBRAP

O Afro é um núcleo de pesquisa, formação e difusão sobre a temática racial vinculado ao Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP). Temos como prioridade a produção de pesquisa em diálogo com a sociedade civil, formadores de opinião e público interessado no debate sobre a temática racial e seus desdobramentos. Visamos dessa forma a contribuir para o enfrentamento do racismo, a promoção dos direitos humanos e o fortalecimento da democracia.

contato: afro@cebrap.org.br

O que fazemos

Fazemos pesquisa de caráter multidisciplinar visando a produção e a análise de dados de natureza quantitativa e qualitativa. Atuamos na formação intelectual e acadêmica de novos pesquisadores, na capacitação técnica de agentes públicos, privados e de organizações da sociedade civil e realizamos consultorias.

Para difusão de nosso trabalho, promovemos oficinas, eventos e seminários, tendo em vista a divulgação científica e o fortalecimento do debate sobre a igualdade racial no espaço público. Trabalhamos também para democratizar a linguagem e o acesso a dados, pesquisas e documentos sobre a temática racial. Buscamos o diálogo com lideranças políticas e comunitárias, bem como com demais formadores de opinião, com o fim de promover a pluralidade de ideias no debate público.

Nosso Objetivo

O Afro busca contribuir para o fortalecimento das pesquisas acadêmicas sobre desigualdades, relações raciais e interseccionalidade. Atua com vistas a qualificar o debate público sobre questões raciais, fortalecer a agenda de Direitos Humanos e da democracia, em especial no tocante à justiça e à igualdade racial e de gênero.

Atuamos em três áreas: Cultura e Identidades; Discriminação e Desigualdades; e Políticas e Direitos, tendo as perspectivas de raça, gênero, sexualidade e território como dimensões transversais.

Em Culturas e Identidades trabalhamos com o resgate e a sistematização de acervos do movimento negro, promovendo a preservação da memória, a disseminação da história e o diálogo intergeracional. Investigamos as trajetórias intelectuais e o pensamento negro brasileiro, movimento quilombolas e feminismo negro através de suas diversas linguagens de expressão: do hip-hop ao cinema, passando por coletivos universitários, periféricos e culturais.

Em Políticas e Direitos temos como eixos de atuação o direito e o antirracismo; a aplicação da lei antirracista, bem como as legislações vigentes e propostas, políticas para populações quilombolas, no Brasil como em outros países da América Latina. Em relação às políticas públicas, visamos a acompanhar as políticas de igualdade racial na região, sua construção, efeitos e mudanças.

Em Discriminação e Desigualdades realizamos a produção e análise de dados sobre a produção e reprodução das desigualdades raciais e das situações de discriminação em diferentes esferas: na educação, em especial no acesso ao ensino superior, no mercado de trabalho, no território, na violência e na política.

Coordenação geral

Márcia Lima é professora do Departamento de Sociologia da FFLCH-USP (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo). É pesquisadora sênior associada ao Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento). É doutora em sociologia pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) (2001). Realizou pós-doutorado na University of Columbia (2011-2012) e foi visiting fellow no Hutchins Center for African and African American Studies da Universidade de Harvard (2016-2017). Atualmente é membro do Comitê Executivo da Brazilian Studies Association (2017-2019). Seus temas de investigação são desigualdades raciais e relações raciais, com ênfase nos temas de gênero e raça, educação, mercado de trabalho e políticas de ações afirmativas.

Pesquisadores

Danilo França é pesquisador de pós-doutorado no NEPO (Núcleo de Estudos de População Elza Berquó) da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) desde 2018. É doutor em sociologia pela USP (Universidade de São Paulo) (2017), com período sanduíche na Brown University, nos EUA. Tem graduação em ciências sociais (2007) e mestrado em sociologia (2010) pela USP. Atua principalmente nos seguintes temas: sociologia das relações raciais, segregação residencial, desigualdades raciais, demografia, sociologia urbana e desigualdades educacionais.

Flavia Mateus Rios doutorou-se na USP (Universidade de São Paulo) (2014), na qual também obteve os títulos de bacharelado (2005), de licenciatura em ciências sociais (2006) e de mestre em sociologia (2009). Durante o estágio doutoral, foi visiting student researcher collaborator na Universidade de Princeton, nos EUA, com bolsa-sanduíche da Fapesp (2013). Atualmente, é professora adjunta da UFF (Universidade Federal Fluminense), vice-coordenadora do curso de licenciatura em ciências sociais da referida instituição e coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisa Guerreiro Ramos. Coordenou o simpósio de pesquisas pós-graduadas sobre a questão racial da Anpocs (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais) (2016-2018). Atua no comitê científico do Lapora (Latin American Anti-racism in a Post-Racial Age) (2017-2018), é associada ao projeto Race and Citizenship in the America e integra o projeto Vozes do Genocídio da Juventude Negra do CNPq (2019). Tem experiência na área de sociologia política e da cultura, com ênfase nos estudos sobre ação coletiva, teorias interseccionais, relações raciais e de gênero, educação e políticas de ações afirmativas no ensino superior.

José Mauricio Arruti é professor doutor do Departamento de Antropologia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Desenvolve pesquisas com comunidades quilombolas e povos indígenas, em especial sobre políticas de reconhecimento, território, memória e educação. Recentemente tem desenvolvido pesquisas sobre povos indígenas em contextos urbanos. Foi pesquisador do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) (2003 a 2006) e professor da PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro) (2007 a 2011), atuando também no campo da antropologia pública (1997 a 2007), como coordenador de projetos de pesquisa, comunicação e advocacy voltados a comunidades indígenas e quilombolas. Em 2018 realizou estágio pós-doutoral Fapesp na Jackson School of International Studies da Universidade de Washington.

Marta Machado tem graduação, mestrado e doutorado em direito pela USP (Universidade de São Paulo). É professora em regime de período integral da Escola de Direito de São Paulo da FGV (Fundação Getulio Vargas) e coordenadora do Núcleo de Estudos sobre o Crime e a Pena da mesma instituição. É pesquisadora do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) e membro do Núcleo Direito e Democracia. Entre suas principais linhas de pesquisa encontram-se os processos de juridificação de demandas sociais e as relações entre movimentos sociais e direito, nas quais vem desenvolvendo estudos aplicados aos campos do racismo e das relações de gênero. Foi pesquisadora visitante de diversas universidades, entre elas a Universidade da Califórnia, em Berkeley, e o Instituto Latino Americano da Freie Universität Berlin.

Matheus Gato é professor do Departamento de Sociologia do IFCH-Unicamp (Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas). É pesquisador do Núcleo Afro do Cebrap (Centro de Brasileiro de Análise e Planejamento). É doutor em sociologia pela USP (Universidade de São Paulo) (2015) e realizou pós-doutorado na mesma instituição (2016-2019). Foi visiting fellow no Hutchins Center for African and African American Studies da Universidade de Harvard (2017-2018). Seus principais temas de investigação são racismo, classificações raciais, violência racial, intelectuais negros, literatura e pós-abolição. É autor do livro “O massacre dos libertos: sobre raça e república no Brasil (1888-1889)”.

Natália Neris Paulo Ramos é doutoranda em direitos humanos na USP (Universidade de São Paulo), mestra em direito pela FGV (Fundação Getulio Vargas) e bacharela em gestão de políticas públicas pela USP. É pesquisadora do Núcleo de Direito e Democracia do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) e do Grupo de Estudos e Pesquisas das Políticas Públicas para a Inclusão Social da USP. Atualmente é coordenadora da área Desigualdades e Identidades do InternetLab – Pesquisa em Direito e Tecnologia. É coautora do livro “O corpo é o código: estratégias jurídicas de enfrentamento ao revenge porn no Brasil” (InternetLab, 2016) e autora do livro “A voz e a palavra do movimento negro na Constituinte de 1988” (Letramento/Casa do Direito, 2018).

Paulo Ramos é cientista social, especialista em ciência política, mestre e doutorando em sociologia. Seus principais temas são relações raciais, movimentos sociais, juventude e violência. Desenvolveu e coordenou projetos de intervenção, pesquisa e publicações ligadas às suas especialidades, como o Plano Juventude Viva – Plano Nacional de Enfrentamento à Mortalidade da Juventude Negra, do governo federal, o projeto Segurança Pública e Relações Raciais: A Filtragem Racial na Seleção de Suspeitos (Ministério da Justiça e UFSCar), o projeto Reconexão Periferias (Fundação Perseu Abramo) e o projeto Memória e Identidade Afro-Brasileira (Cebrap e da Universidade da Pensilvânia).

Renata Braga é graduada em Relações Internacionais pela USP (Universidade de São Paulo) (2014), tendo cursado um ano do programa de mestrado em políticas públicas na Sciences Po-Paris (2012-2013). É mestranda em economia política mundial na UFABC (Universidade Federal do ABC) e visiting research fellow do Africana Studies Department da Brown University (2020). Foi consultora da Divisão de Gênero e Diversidade do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) entre 2015 e 2019. Foi também assistente de pesquisa da equipe do projeto Lapora (Latin American Anti-racism in a Post-Racial Age) da Universidade de Manchester e da Universidade de Cambridge (2017 e 2018).

Silvia Aguião é doutora em ciências sociais pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), mestre em saúde coletiva pelo Instituto de Medicina Social da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e graduada em ciências sociais pela Uerj. Realizou pós-doutorado no Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) (2016-2018). Atualmente é pesquisadora associada do Clam (Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos da Uerj e editora executiva da revista Sexualidad, Salud y Sociedad. Tem experiência na área de ciências sociais, desenvolvendo estudos e pesquisas a partir de uma perspectiva insterseccional nas áreas de sexualidade, gênero e raça em suas interfaces com sociabilidade, políticas e direitos, movimentos sociais e processos de formação de Estado.

Uvanderson Vitor da Silva tem graduação em ciências sociais e mestrado em sociologia pela USP (Universidade de São Paulo). É doutor em sociologia política pelo Iesp-Uerj (Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade Do Estado do Rio de Janeiro). Atuou como consultor em diversas organizações sociais e no poder público. Suas áreas de interesse e atuação são sociologia política, cidadania, desigualdades e relações raciais. Atualmente é coordenador do Fundo Brasil de Direitos Humanos.

Márcio Macedo tem graduação em ciências sociais e mestrado em sociologia pela USP (Universidade de São Paulo). É master of arts e sociology PhD candidate pela The New School for Social Research. Atualmente trabalha como professor e coordenador de diversidade da Eaesp-FGV (Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas). Suas áreas de atuação e interesse são sociologia urbana, sociologia da cultura, sociologia política, relações raciais, pensamento social brasileiro e biografia.

Pós-doutores (International interdisciplinary Postdoctoral Program IPP-CEBRAP)

Anna Venturini é pós-doutoranda vinculada ao Programa Internacional e Interdisciplinar de Pós-Doutorado do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) com a pesquisa Affirmative Action in Brazilian and U.S. Graduate Schools: Decision-Making Process and Patterns of Institutional Change. É doutora em ciência política pelo Iesp-Uerj (Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro), tendo realizado parte de sua pesquisa de doutoramento como pesquisadora visitante na Universidade de Harvard, nos EUA (2017). É mestre em direito do Estado (2014) e bacharel em Direito (2010) pela Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo). É pesquisadora associada do Gemaa (Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa) do Iesp-Uerj e do Núcleo de Direito, Gênero e Identidade da Fundação Getulio Vargas em São Paulo. Foi membro do comitê editorial do periódico Cadernos de Estudos Sociais e Políticos no período de 2016 a 2018. Foi integrante da Comissão de Igualdade Racial da OAB-SP no biênio de 2016 a 2018. Tem experiência com pesquisas qualitativas (entrevistas e grupos focais) e quantitativas (survey e análise de dados). É pesquisadora na área de ações afirmativas raciais e de gênero, políticas públicas, agenda decisória e mudança institucional com foco em abordagens multimetodológicas.

Jaciane Milanezi é socióloga vinculada ao Programa Internacional de Pós-Doutorado Interdisciplinar do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) desde agosto de 2019, onde realiza pesquisa sobre as interfaces entre raça, saúde pública e migração internacional na região metropolitana de São Paulo. Em 2019, obteve o doutorado em sociologia pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Sua tese analisou como a institucionalização da Política Nacional de Saúde Integral à População Negra foi recepcionada e gerida em burocracias locais da Estratégia Saúde da Família no município do Rio de Janeiro. Atualmente, é coordenadora-adjunta do Seminário de Pesquisa de Pós-Graduação 24 – A Questão Racial: Cultura, Discriminação e Políticas Públicas da Anpocs (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais). Durante seu doutorado, foi pesquisadora do Nied (Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre Desigualdade) da UFRJ e professora adjunta de sociologia no Departamento de Sociologia e Metodologia das Ciências Sociais na UFF (Universidade Federal Fluminense). É mestre em sociologia (2011) pela UnB (Universidade de Brasília) e bacharel em relações internacionais (2004) pela UCB (Universidade Católica de Brasília). Entre 2003 e 2012, trabalhou como assessora na implementação de políticas públicas sociais e projetos de cooperação internacionais multilaterais para o governo brasileiro.

Parceiros

AfroBiotaBPBESCEM - Cepid/FAPESPCENERGIA/COPPE/UFRJCPTEClimate Policy InitiativeDRCLAS - HarvardIEPSJ-PalLAUT