Oikografia: etnografias do fazer, desfazer e refazer casa em tempos críticos

João Biehl e Federico Neiburg
Os processos recíprocos de pessoas fazendo casas e casas fazendo pessoas nos ajudam a repensar enredamentos humanos-não humanos e a atentar às novas éticas e políticas que emergem em meio às crises do mundo contemporâneo

Oikografia explora os processos recíprocos de pessoas fazendo casas e casas fazendo pessoas no meio de calamidades em curso no mundo contemporâneo. Desenvolvido no quadro do Brazil LAB da Universidade de Princeton e do NuCEC do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, esse projeto de pesquisa toma a casa como um sujeito etnográfico e um ponto de inflexão analítico. Cultivamos uma ambiciosa perspectiva analógica ao focar em múltiplas instâncias em que as crises são questão cotidiana, como os rastos da irradiação deixados pelo desastre de Fukushima no Japão, os limites tecno-científicos na contenção da epidemia de malária na Tanzânia, o desabrigo e a miséria agudizados na sequência do terremoto ocorrido no Haiti, o racismo sistêmico e a violência policial nas favelas cariocas, e o impacto ambiental e o reassentamento de comunidades tradicionais provocados pela construção da hidrelétrica de Belo Monte na Amazônia.

Oikografia considera a casa simultaneamente como um abrigo construído, uma coleção de relações, de afetos e de moralidades, e um nodo no entrelaçamento de vizinhanças e comunidades com regimes político-econômicos e ambientais mais amplos. Aqui a antropologia se move por uma ampla gama de paisagens e escalas, sempre indagando como as vivências, os mundos locais e os campos políticos são feitos e refeitos em relação às moradias e às práticas que chamamos de fazer, desfazer e refazer casa, quando os tempos críticos são uma condição diária.

A casa na pandemia e na guerra

A pandemia de covid-19 deu ainda mais relevância ao nosso projeto de colocar a casa no centro de investigações empíricas e elaborações conceituais. As tensões entre mobilidade e imobilidade e entre proteção e risco, que atravessam a casa como espaço físico, biossocial e moral, ganharam destaque nas discussões a respeito das relações entre vida e economia e nos sentimentos e nas atitudes mobilizados pela palavra de ordem “fique em casa” que afetou de maneira especial as maiorias pobres que desempenham papel essencial na prestação de serviços e cuidados. Disposições próprias de regimes de emergência (Neiburg 2020) geram novas vulnerabilidades de maneira sempre transversal, segundo diferenças de idade, classe, gênero e raça, como se observa nos exemplos das crianças que ficam em casa sem escola, das mulheres que se desdobram entre o cuidado e a geração de dinheiro e, também, na maior incidência de enfermidades e mortes (e do morrer em casa) entre as pessoas negras e pobres (Castro et al 2021 e Lima et al 2020). A pandemia também deixou claro que as casas são interligadas e relacionais. A demanda e a circulação de cuidado (ainda que à distância) delineia redes e configurações de proximidade que constituem as casas e as próprias pessoas que as habitam e são por elas habitadas.

Como observamos na invasão russa da Ucrânia, a destruição de casas está no centro das ações de guerra. Vemos aí a articulação genocida entre a morte de casas e vizinhanças e a fabricação de uma cultura de terror que, paradoxalmente, alavanca a extraordinária resistência da população ao ataque neocolonial russo (Petryna 2022a). Diversos conflitos armados contemporâneos (como o suscitado pela ocupação israelense da Palestina) evidenciam a casa como peça central no domínio de territórios: pessoas assassinadas e casas desfeitas como as faces dos mesmos processos de violência e sofrimento. A despossessão, por sua vez, engendra novas formas de refúgio e maneiras de pensar a política.

Nas frequentes chacinas nas periferias urbanas brasileiras, a casa igualmente deixa descoberto a falta de proteção e os limites dos direitos. Como testemunham as imagens de paredes e pisos manchados de sangue de jovens negros, a casa está dramaticamente marcada pela violência e o racismo sistêmico. Entretanto, como demonstra o trabalho de Eugênia Motta, o desfazer e refazer casas no âmbito dessa tragédia também permite o redesenho de formas de habitar o mundo e os sentidos da vida coletiva.

Os entrelaçamentos entre as atuais crises política, social, sanitária e climática reforçam a ideia chave da oikografia de que as casas nunca são unidades isoladas ou estáticas no espaço, como rezam os ideais burgueses da estabilidade e da autonomia expressados na categoria estatística de “domicílio”. Ao contrário, os arranjos familiares e de moradia são instáveis. A materialidade do fazer casa faz parte de configurações para além de cada lar (Marcelin 1999), como as vicinalidades (Pina-Cabral 2019) ou as políticas infraestruturais, por exemplo (Larkin 2013; Fennell 2015). Ademais, as atividades e as formas de vida coletiva estão enredadas com a sazonalidade (Mauss 1904-5 [2003]) e com a mudança ambiental (Petryna 2022b). Assim, as casas são sempre “formas vivas” (Stewart 2011; Carsten 2018), maleáveis e em movimento.

Ao articular os conceitos fazer, desfazer e refazer casa, o projeto oikografia busca dar conta dos processos plásticos e sensoriais pelos quais pessoas e casas se co-constituem

Ao articular os conceitos fazer, desfazer e refazer casa, o projeto oikografia busca dar conta dos processos plásticos e sensoriais pelos quais pessoas e casas se co-constituem. Ao ser feita, desfeita e refeita, a casa é, pois, uma entidade dinâmica, ao mesmo tempo humana e não-humana, modulada por tensões entre estabilidade e instabilidade, bordas e fluxos, imobilidade e movimento. A partir dessas modulações, percebemos a metamorfose do social, do material e do político-econômico e sondamos que possibilidades restam para a figura humana.

Para nossos interlocutores etnográficos, a oposição entre estabilidade e crise é insustentável, se dissolve no fluxo da vida. Eles não habitam moradias fixas e estáveis. Pelo contrário, seus esforços de fazer e refazer casa têm uma relação íntima com a permanência das crises e com os repertórios criativos oriundos de esforços (materiais e afetivos) para combater a precariedade. Como mostramos nos trabalhos de Federico Neiburg sobre o rasto do terremoto no Haiti e de Ryo Morimoto sobre a contaminação radioativa em Fukushima, e como também vimos durante a pandemia e vemos agora na guerra no leste europeu, os modos de vida e as formas de “se virar” nas crises estão enraizadas nas histórias de outras crises e em disposições construídas e incorporadas coletivamente ao longo do tempo.

A oikografia está assim em sintonia com esforços multirrelacionais que materializam moradias provisórias a partir das quais o passado é aferido e a futuridade mobilizada. O trabalho de Thiago da Costa Oliveira e Carlos Fausto sobre as formas de vida que resultam do despejo das pessoas da floresta e dos rios por causa do projeto hidrelétrico de Belo Monte, mostra que a casa é um ambiente corporal simultaneamente situado e em movimento. Através do uso intrincado de sobras de demolições e de plantas, os novos pobres urbanos re-Amazonizam as suas residências, subvertendo parcialmente os projetos de relocalização em massa implementados na área.

Sim: a casa subverte e transborda, forçando os limites das nossas abstrações. As desconcertantes, inacabadas e multiplicativas práticas de fazer, desfazer e refazer casa explodem esquemas teóricos hegemônicos sobre as formas humanas e mais do que humanas de criar e navegar mundos cada vez mais precarizados.

Oikografia + oikonomia + oikologia

Com seus múltiplos sentidos no grego antigo, o termo oikos – casa, lar, família, imóvel, patrimônio, espaço privado, esfera econômica e moral – abre a nossa imaginação para o papel generativo da moradia nos devires das pessoas (Biehl e Locke 2017). O oikos constitui um conjunto de relações dinâmicas entre corpos, edificações, infra-estruturas e outros elementos não humanos (sejam eles geofísicos, bioquímicos, materiais de construção ou entidades espirituais) e também entre a intimidade e o espaço público da polis.

Vista desta perspectiva, a casa é um elo fundamental entre forças materiais, político-econômicas, afetivas e estéticas, assim como um lugar onde as fronteiras entre vida pública e privada se borram e estes termos são reformulados. A compreensão das dinâmicas da casa passa também pela grafia, termo grego que designa as formas de escrever e desenhar. Assim, o desafio da oikografia é atentar igualmente à inseparabilidade do oikos dos regimes de contabilidade e de visualização, incluindo o próprio relato etnográfico.

Nossas pesquisas oikográficas se desenvolvem em uma variedade de idiomas, que possuem palavras distintas para o oikos, animadas por sentidos locais, como, por exemplo, house, maison, kay, nyumba, 家 ou lar. Não obstante, tomamos o termo grego como ponto de partida para nosso esforço comparativo, pois ele e a sua história conturbada indexam a casa como um lugar onde a dominação é legitimada e inscrita nos corpos de pessoas escravizadas, de mulheres e de crianças. O oikos nos desafia a manter o foco no patriarcado, na racialização e na desigualdade, e a explorar o papel fundamental que eles desempenham nos processos de fazer, desfazer e refazer casas.

Além disso, o termo serve como raiz etimológica para outras (re)ordenações produtivas: oikos + nemein = oikonomia, referindo-se à gestão da casa e de recursos materiais em geral; e oikos + logos = oikologia, referindo-se às interações entre os organismos e seus ambientes físicos. Ao estudar o controle do mosquito vetor da malária na Tanzânia, Ann H. Kelly e Javier Lezaun, por exemplo, identificam projetos científicos locais focados no deslocamento corporal através de espaços “peri-domésticos”. Esse movimento leva os especialistas a reorientar a prevenção tecnocrática (que toma a moradia como um laboratório de inseticidas) em direção ao design de atmosferas comunitárias de proteção. Aqui as casas se tornam ambientes fluidos e interdependentes, inseparáveis das suas relações sociais e bases materiais, e nexos na gestão das relações entre espécies. A oikografia está, portanto, necessariamente sintonizada com as interconexões casa-economia-ecologia.

Descolonizando a ideia da casa

Combinados, nossos múltiplos projetos oikográficos impulsionam a descolonização da antropologia da casa “no rastro da plantation” (Thomas 2019; Fischer 2021). Nesse movimento, procuramos reeducar as nossas capacidades perceptivas e expandir o senso do campo político. Como bem sabemos, nos cenários da plantation e da pós-plantation, a casa não é nem uma entidade dada nem estável. O processo de fazer, desfazer e refazer casa está intrinsecamente ligado à experiência de ser violentamente deslocado, escravizado e transplantado, bem como aos esforços tenazes (geralmente ausentes nas histórias oficiais) de criar abrigos temporários e de antever escapes (Gilroy 2012 [1995]; McKittrick 2013). Marcadas pela dominação física e simbólica, as casas diaspóricas são igualmente animadas por redes subterrâneas de relações e de fugas que se estendem em novas geografias e noções de espaço-tempo.

O conceito “configuração de casas”, proposto pelo antropólogo haitiano Louis Herns Marcelin (1999), captura criativamente esses movimentos. A sua perspectiva, formada também na tradição dos estudos sobre o plantationcene desenvolvidos no Brasil desde os anos 1970 (Palmeira 1977 [2009] e Comerford e Neiburg 2021), é exemplar do tipo de entrecruzamento produtivo de críticas teóricas na geografia complexa e na história longa da de-colonialidade que informa o nosso projeto oikográfico. No trabalho de campo junto a famílias negras no Recôncavo baiano, Marcelin percebeu que a casa é sempre uma entidade plural, integrando redes de casas ligadas por ideias de família e ancestralidade que modulam sistemas sensoriais em territórios que foram histórica e socialmente constituídos.

Marcelin reformula a analítica de Claude Lévi-Strauss da casa como sendo uma pessoa moral individualizada (1991, 435) que taticamente combina os princípios de consangüinidade e afinidade. Na realidade, as configurações de casas constituem e são constituídas por fluxos de pessoas, substâncias, dinheiro, objetos e espíritos e funcionam como um sensorium ou como “máquinas de memória” (Douglas, 1991). Ao mesmo tempo, “estrutura e anti-estrutura”, a casa é o lugar físico e simbólico de interseção entre “hierarquia e autonomia e entre coletivismo e individualismo” (Marcelin 1999, 38).

A oikografia explora justamente como a relacionalidade confere à casa a sua pluralidade e plasticidade. Irredutível a agrupamentos localizáveis no espaço físico, ela se revela também como lugar de tensões, simultaneamente aberto e fechado, participando e sendo excluído da construção de mundos habitados e habitáveis. Dessa perspectiva, as casas são tratadas tanto no singular (pois as pessoas operam com a noção “minha casa” ou “a casa”, e com desejos particulares de pertencimento), quanto no plural (porque as vidas acontecem na construção de casas e entre casas e desabrigos, e porque as moradias territorializam coletividades políticas). Além disso, a oikografia está atenta às formas imanentes e sempre sensoriais pelas quais este oikos múltiplo vive nas pessoas, mostrando como a agência das casas e das pessoas se entrelaçam, se fazendo continuamente umas às outras junto às suas redondezas.

Coda

Sintonizada com a materialidade e a sensorialidade do fazer, refazer e desfazer casa, a oikografia revela modos de vida e formas éticas e políticas que florescem nos horizontes incertos das calamidades cotidianas. Assim, nosso projeto coletivo propõe uma abordagem etnográfica na intersecção de cinco linhas de pesquisa que a pandemia de covid-19 e a guerra no Leste de Europa parecem ter colocado em carne viva: (1) a antropologia do parentesco, do patriarcado, do cuidado e da violência; (2) as dinâmicas econômicas dos lares, relacionadas à provisão de abrigo, à circulação de dinheiro, e ao uso de novas tecnologias; (3) a antropologia das políticas públicas e das infraestruturas, relativas à habitação, ao risco e à saúde, à segurança, aos direitos e à cidadania; (4) os alinhamentos humano-não-humanos e a casa como uma entidade material atuando sobre as moradores e sobre o meio ambiente; e (5) a antropologia da estética e da poética, apresentando a casa como uma máquina de arquivamento sensorial que molda os passados afetivos e as trajetórias, prefigurando também as histórias do amanhã.

Etnograficamente, a casa aparece ao mesmo tempo como um agente material e como um nexo instável, onde mudanças macropolítico-econômicas se entrelaçam com projetos de vida e onde o desejo, a pertença e a fuga são momentaneamente encenados diante de um sem número de incógnitas (Biehl 2020). Os sentidos e os afetos caseiros que as pessoas mobilizam no dia a dia, se orientam tanto para as encruzilhadas do passado quanto para futuros sempre incertos. A transformação da casa material (ou a sua ausência) em lar (ou a sua busca) provoca simultaneamente uma miríade de imaginações poéticas e políticas sobre o que poderia ter sido e o que poderá vir a ser.

BILIOGRAFIA

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João Biehl é professor titular da Cátedra Susan Dod Brown no Departamento de Antropologia da Universidade de Princeton, onde também é diretor do Brazil LAB. Tem PhD em antropologia pela University of California, Berkeley, e em estudos da religião pelo Graduate Theological Union de Berkeley. Estuda antropologia médica e humanidades ambientais e é autor dos livros premiados “Vita: Life in a Zone of Social Abandonment” e “Will to Live: AIDS Therapies and the Politics of Survival”. É membro do conselho consultivo do IEPS (Instituto de Estudos para Políticas de Saúde).

Federico Neiburg é professor no PPGAS (Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social) do Museu Nacional, UFRJ. É pesquisador do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), bolsista “Cientista do Nosso Estado” (Faperj), e coordenador do NuCEC (Núcleo de Pesquisas em Cultura e Economia). Graduado em antropologia social no México, realizou seu mestrado na Argentina e o doutorado no Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Entre outros, é autor de “Conversas Etnográficas Haitianas” (Papéis Selvagens, 2019), “The Real Economy. Essays in Ethnographic Theory” (com Jane Guyer, Hau Books/Chicago University Press, 2019) e “The Cultural History of Money in the Age of Empires” (com Nigel Dodd, Bloomsbury 2019).

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