Inovação tecnológica em saúde

FOTO: Army Medicine/Flickr - 12.set.2013Pesquisador trabalha em projeto de impressão 3D aplicada à saúdePesquisador trabalha em projeto de impressão 3D aplicada à saúde
A inovação em saúde é um tema cada vez mais debatido entre os gestores, profissionais da área e formuladores de políticas. Inovar, nessa perspectiva, pode tomar diversas formas, como encontrar novas maneiras de organizar processos de trabalho, potencializar a prestação de serviços de qualidade e/ou adotar tecnologias. O glossário a seguir descreve a inovação em uma abordagem tecnológica e traz os principais temas e tendências futuras para a saúde
  • Big data e analytics em saúde

    Conceito criado nos anos 2000 pelo analista Doug Laney, o Big Data pode ser definido como um processo de extração de uma grande quantidade de dados, que leva a mudanças nas formas tradicionais de analisá-los. Quando utilizado para saúde, não é diferente. Pesquisas indicam que benefícios como precisão, agilidade, diminuição de custos e eficiência no monitoramento podem proporcionar diversas oportunidades e contribuir para melhorias em relação ao fluxo das dinâmicas sociais e de saúde.

  • Telemedicina

    Criada na década de 1950 e apresentando grandes avanços, a telemedicina se caracteriza como um processo avançado para monitoramento de pacientes, troca de informações médicas e análise de resultados de exames. Através deste mecanismo, especialistas conseguem, por exemplo, acessar exames de qualquer lugar do país, utilizando computadores e dispositivos móveis como smartphones e tablets. Dessa forma, com o uso de tecnologias de informação, profissionais de saúde podem tomar decisões mais assertivas.

  • Realidade virtual na saúde

    Definida como a criação de efeitos por meio de recursos visuais que possibilitam a imersão de pessoas em um ambiente diferente do real, a RV (Realidade Virtual) vem ganhando notoriedade nos tempos atuais. No caso da saúde, a RV apresenta diversas finalidades que vêm se mostrando bastante promissoras, como no treinamento de médicos ou no tratamento para dores. Sobre este último, experimentos realizados na Universidade de Washington, concluíram que a realidade virtual pode ser utilizada para amenizar a dor que pacientes sentem quando alguns procedimentos são realizados.

  • Internet das coisas na saúde

    A IOT (a sigla em inglês para Internet das Coisas) são objetos, componentes e dispositivos conectados à internet que geram compartilhamento de dados por meio das redes de comunicação. Esse ecossistema de dispositivos de tecnologia podem ser usados para atender necessidades de saúde por incluir um número enorme de aplicativos e sensores que coletam, transmitem e analisam dados. Isso viabiliza uma intensa troca de informações, que podem ser vitais para a qualidade do cuidado aos pacientes.

  • Blockchain para cuidados da saúde

    Lançado em 2011, o Blockchain pode ser atribuído como um registro distribuído de validação de dados, composta por um conjunto de blocos imutáveis e ligados de forma encadeada e temporal. Apesar do seu enfoque inicial ter sido direcionado para o mercado financeiro e operações financeiras, o Blockchain, em virtude das suas funcionalidades, tem ganhado espaço em diversas outras áreas. No ramo da saúde, um dos principais pioneiros da sua utilização são os fabricantes de vacinas. Com o uso dessa ferramenta conseguem realizar o rastreamento dos lotes, acompanhando todo o processo da cadeia produtiva, como sua distribuição e venda.

  • Inteligência artificial na saúde

    A Inteligência Artificial tem como significado todo o aparato tecnológico que, após a coleta de dados informacionais e objetivos pautadas por humanos, consegue prever situações, realizar recomendações e ainda tomar decisões que influenciam espaços virtuais e reais. Na saúde, há diversos exemplos. Estudo feito por pesquisadores da PUC-PR, FGV e Instituto Laura Fressatto, apontou que atendimentos feitos com uso de inteligência artificial ajudaram a desafogar o sistema de saúde durante a pandemia de covid-19.

  • Impressão 3D em saúde

    A impressão 3D é um formato de impressão que consegue gerar documentos em formato tridimensional. Pesquisadores relatam que em um futuro próximo a impressão 3D poderá contribuir e muito para a medicina, sobretudo para questões como transplante de órgãos, substituição de tecidos cardíacos, entre outros. Estudo feito por pesquisadores italianos mostrou que a impressão 3D pode ser utilizada para reproduzir tecidos cardíacos vascularizados.

  • Biossensores e rastreadores em saúde

    Biossensores ou rastreadores são pequenos dispositivos, implantáveis ou não, que utilizam reações biológicas para detecção de determinados alvos. Para a saúde, além de serem usados para identificar doenças – não só facilitando diagnósticos, como reduzindo custos e preservando a qualidade dos mesmos – podem ser usados para monitoramento de condições crônicas, dosagem de níveis de oxigênio ou álcool no sangue, otimização de bioprocessos, dentre outros.

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